Higiene é Qualidade
31/03/2010
Por Fabio G. Nunes
Consultor em Processamento Avícola
O Brasil é um produtor de alimentos com atuação destacada em várias cadeias produtivas. Dentre elas sobressaem as cadeias de produção de carnes nas quais o país atua em posições de liderança mundial como produtor e exportador. Esta posição foi conquistada graças, não apenas, à competitividade dessas cadeias, mas, sobretudo, à qualidade e inocuidade dos produtos.
A qualidade e inocuidade dos produtos é fruto de um trabalho árduo que inicia com o asseguramento da sanidade dos animais vivos e se estende por todo o processo de abate, cortes e processamento. Tudo isto com a finalidade de garantir que os produtos vendidos no Brasil e no exterior cumpram os cada vez mais rigorosos padrões de segurança alimentar.
Para atender a estes padrões é fundamental assegurar a inocuidade dos processos e produtos durante o processamento. A garantia da inocuidade depende da adoção de programas como BPF - Boas Práticas de Fabricação, HACCP, SSOP, ISSO.
Mas não se pode descuidar, em nenhum momento, da condição higiênica dos operadores, uma exigência de fundamental importância.
Assegurar a condição higiênica dos operadores exige cuidados, como a disponibilidade de filtros sanitários, a troca diária de uniformes e outros. Mas são os aventais, luvas e mangas plásticas que atuam como barreira protetiva aos produtos, interpondo-se entre eles e o operador, evitando o contato direto entre eles e reduzindo, assim, o risco de contaminação. Por isto, estes equipamentos são decisivos no asseguramento da qualidade e inocuidade dos processos e produtos.
Longe vai o tempo do uso de equipamentos reutilizáveis nos frigoríficos. Feito de materiais de durabilidade limitada, pouco confortáveis e com alto custo de aquisição, este equipamentos, após pouco tempo de uso, se convertiam num sério problema para as empresas. Rachaduras na superfície, infiltrações do tecido intermediário e dificuldade de higienização dos mesmos após as horas de trabalho, rapidamente convertiam-nos de equipamento de proteção individual em fonte de contaminação potencial aos produtos.
Por conta destes inconvenientes dos equipamentos reutilizáveis é que os aventais, luvas, mangas, capas e botas descartáveis se converteram na resposta mais moderna, inteligente, barata e ergonomicamente adequada quando o assunto é a higiene dos operadores de indústrias alimentícias. Por isto, vieram para ficar! Bem cortados, leves e flexíveis, são confortáveis de usar.
Feito, muitas vezes, em material colorido, dão ao processo produtivo um visual organizado e agradável. Porém, o seu grande diferencial quando comparado aos obsoletos equipamentos reutilizáveis, é o altíssimo grau de higiene que conferem aos operadores, já que são descartados a cada fim de meio turno ou turno. Com segurança alimentar não se brinca.